Trajetória

Uma trajetória construída na assistência social.

Formado em Psicologia pela UFSC em 2014, atuo na assistência social desde 2015. De lá para cá, passei por diferentes serviços do SUAS — CRAS, Centro POP, Abordagem Social, acolhimento institucional, CREAS e equipe técnica da Alta Complexidade. Cada um desses lugares marcou a forma como entendo o trabalho técnico, e é essa trajetória que sustenta hoje minha atuação em supervisão e capacitação.

2014 — 2015

Formação e primeiros passos.

Graduação em Psicologia — UFSC

Formei-me em Psicologia em 2014 pela Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis.

Supervisor de Tutoria — SEAD/UFSC

Logo após a formatura, atuei como supervisor de tutoria em um curso de extensão da Secretaria de Educação a Distância da UFSC, voltado à prevenção de problemas relacionados ao uso de drogas. Foi minha primeira experiência com formação de adultos e acompanhamento pedagógico.

Psicólogo no CRAS da Barra do Aririú — Prefeitura de Palhoça

Em 2015, ingressei na Prefeitura de Palhoça como psicólogo do CRAS da Barra do Aririú. Foi meu primeiro contato com a assistência social e com a lógica do SUAS — o trabalho territorial, o atendimento às famílias, a articulação com a rede. Um ano que mudou o rumo da minha atuação profissional.

2016 — 2018

Chegada a São José e os primeiros serviços.

Em 2016, ingressei na Prefeitura de São José, onde permaneço até hoje. Nesse início, passei por diferentes serviços da proteção social especial — cada um com um público, uma lógica e um tipo de trabalho próprios.

Centro POP

Atendimento à população em situação de rua. Primeiro contato com uma realidade que eu conhecia de longe, e que me ensinou muito sobre o trabalho técnico em contextos de extrema vulnerabilidade.

Abordagem Social

Trabalho de rua, em duplas, buscando chegar até pessoas que não procuram os serviços por conta própria. Uma experiência que exigiu aprender a escutar antes de intervir.

SAICA municipal e equipe técnica da Alta Complexidade

Atuação no Serviço de Acolhimento Institucional para Crianças e Adolescentes. Ainda em 2018, com o fechamento do SAICA municipal, passei a integrar a equipe técnica da Alta Complexidade, acompanhando todos os públicos atendidos pelos serviços de acolhimento do município.

2019

Trabalho com grupos no CREAS.

Em 2019, transferi-me para o CREAS, onde passei a integrar as equipes do PAEFI. Desenvolvi um projeto de grupos com adolescentes e participei de grupos com mulheres e de um grupo voltado a homens autores de violência doméstica.

O trabalho com grupos foi uma experiência formativa importante — pela primeira vez, precisei pensar o cuidado de forma coletiva, não apenas caso a caso. Aprendi a escutar o grupo sem perder o individual, e a reconhecer o quanto o trabalho técnico depende de saber mediar diferentes perspectivas dentro de uma mesma sala.

2020 — 2023

PAEFI: famílias e acolhimento.

Com a chegada da pandemia, os grupos precisaram ser interrompidos. Passei a integrar uma equipe do PAEFI dedicada a famílias com crianças e adolescentes em situação de acolhimento — um trabalho que me aproximou novamente da Alta Complexidade e que considero o mais significativo da minha formação profissional até hoje.

Nesse período, o foco do meu trabalho era acompanhar famílias cujos filhos estavam em acolhimento institucional, com vistas à reunificação familiar ou ao fortalecimento dos vínculos. Foi onde aprendi, na prática, o quanto a decisão técnica depende de uma leitura cuidadosa do contexto — e o quanto o trabalho com outras equipes e serviços é parte essencial do cuidado.

Este é um tema que pretendo desenvolver com mais detalhes.
Escreverei sobre esse período em um texto no blog, contando o que essa experiência me ensinou sobre o trabalho técnico na Alta Complexidade.
2023 — 2026

Supervisão técnica e coordenação da Alta Complexidade.

Em 2023, retornei à equipe técnica da Alta Complexidade, dessa vez com a função de supervisionar e orientar os quatro SAICAS do município. Dois anos depois, em 2025, assumi como Diretor da Alta Complexidade — uma experiência que me deu a dimensão institucional do trabalho, o contato com orçamento, gestão de equipes e articulação política.

Em 2026, com a chegada de um novo diretor, retornei à equipe técnica. Foi uma escolha consciente: voltar ao trabalho direto de supervisão e orientação, que é onde melhor contribuo e onde me sinto mais útil. É essa posição que sustenta hoje minha atuação em supervisão e capacitação.

Formação continuada

Cursos, eventos e participações.

Espaço reservado.
Aqui entrarão a formação continuada (cursos, especializações, capacitações), participação em congressos, seminários e eventos, além de publicações ou apresentações de trabalho. A ideia é manter em prosa curta — não em listas longas — destacando apenas o que realmente teve peso na trajetória.